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VERSO PARA MEMORIZAR: “Logo, tem Ele misericórdia de
quem quer e também endurece a quem Lhe apraz” (Romanos 9:18).
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Comentários:
CPB , Sikberto Marks , Escola no ar , Português Bruce Cameron , Inglês Bruce Cameron , Gilberto G. Theiss , Otoniel Tavares
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E, chamando os Seus discípulos, disse-lhes: Em
verdade vos digo que esta viúva pobre depositou no gazofilácio mais do
que o fizeram todos os ofertantes. Marcos 12:43
Cristo não Se impressionava com pessoas arrogantes e vaidosas,
que faziam as coisas para receber louvores dos outros. Ele não
valorizava aqueles que se orgulhavam de sua suposta piedade,
depositando grandes somas de dinheiro nos cofres do Templo, para serem
vistos.
Jesus dava mais valor a pessoas humildes e sinceras, como a
viúva pobre, que veio ao Templo para depositar apenas duas moedinhas de
pequeno valor. Provavelmente ninguém mais notou a oferta dela; só
Jesus. Mas Ele foi a mais importante testemunha desse ato. Chamando
Seus discípulos, disse-lhes que ela havia dado mais do que todos os
outros, porque eles deram do que lhes sobrava, mas ela deu tudo quanto
possuía. Essa mulher pôs seu dinheiro onde estava seu coração. E Jesus a
elogiou. Alguém duvida que essa viúva realmente amava a Deus?
Talvez o ato de devoção dessa viúva fosse uma indicação de que
ela havia aceito as provações sem se revoltar contra Deus. Ela havia
perdido o marido. Quem já passou por essa experiência dolorosa conhece
não apenas o sofrimento e a solidão, mas também a tentação para sentir
amargura e ira.
A atitude dessa viúva nos faz lembrar da história de uma
família judia que perdeu alguns de seus membros no Holocausto. Mas eles
continuaram indo à sinagoga todos os sábados. Quando um amigo lhes
perguntou por que eles eram tão assíduos em sua frequência, eles
responderam: “Queremos mostrar a Deus que superamos nossa dor.”
Você e eu não conhecemos os desígnios divinos. Quando ocorre
uma tragédia, nossa reação natural é: “Se Deus podia impedir isso, por
que não o fez?” Ninguém de nós aceita facilmente a ideia de perder
alguém a quem ama. Quando isto acontece, a cura leva tempo. E essa
viúva havia superado sua dor e continuava confiando em Deus.
Aquelas duas moedinhas depositadas no Templo podem ter sido uma
expressão de que a viúva havia se recuperado de seu luto. Ela havia
superado sua dor. Depositou ali tudo o que possuía. Dali em diante
teria de confiar totalmente em Deus para o seu sustento. Não é de
admirar que Jesus a tenha elogiado.
Temos nós a mesma confiança na providência divina?
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O Senhor é fiel em todas as Suas palavras e santo em todas as Suas obras. Salmo 145:13
José Ferraz de Almeida trabalhou por mais de 30 anos na
colportagem. Em 1955 visitava clientes na zona rural de Bauru, SP, e
região, pilotando sua reluzente moto vermelha, que viera substituir a
velha bicicleta, companheira de trabalho por vários anos.
Certo dia entregou uma coleção de livros para um pequeno
agricultor, mas este não tinha dinheiro para pagá-los. “O senhor pode
confiar em mim”, pediu o homem. “Dê-me seu endereço, e assim que
receber o dinheiro de minha colheita irei até sua casa para fazer o
pagamento.” Contrariando seu costume, José Ferraz acabou deixando os
livros com o cliente.
Algum tempo depois José sofreu um grave acidente com sua moto,
fraturando o joelho direito. Por isso, precisou interromper seu trabalho
por diversos meses. Como vivia exclusivamente da colportagem, a crise
financeira logo bateu às portas.
Certo dia, ainda bem cedo, ele constatou que não havia mais
alimento em casa, nem mesmo para o desjejum daquela manhã. Dirigindo-se
ao quarto, pediu a providência divina, citando o Salmo 37:25: “Fui moço
e já, agora, sou velho, porém jamais vi o justo desamparado, nem a sua
descendência a mendigar o pão.”
Minutos depois alguém bateu palmas no portão. Para sua
surpresa, logo reconheceu o agricultor, que viera pagar os livros
entregues meses antes. Deus enviara provisão, não apenas para um
simples desjejum, mas para muitos dias.
Esse episódio foi relatado ao seu filho, Wilson Ferraz de
Almeida, quando José estava com 89 anos, alguns meses antes de seu
falecimento. Com emoção, ele concluiu: “Sabe, filho, tenho aprendido ao
longo de todos esses anos que Deus começa a agir em nosso favor mesmo
antes de lhe pedirmos. Posso imaginar que aquele homem se levantou bem
de madrugada para caminhar cerca de uma hora até a estação de
Pederneiras, onde tomou o trem das seis. Chegou a Bauru meia hora
depois e caminhou mais uns dois quilômetros para chegar até nossa casa
às sete da manhã e trazer a resposta imediata do Senhor ao meu pedido
de socorro. Filho, como Deus é fiel! Em toda a minha vida tenho
comprovado essa fidelidade!”
Por ocasião de seu funeral, a família se despediu dele cantando
o hino 35 do Hinário Adventista, “Tu és Fiel, Senhor”, um de seus hinos
prediletos, na certeza de que Deus mais uma vez será fiel para
resgatá-lo da morte na ocasião da ressurreição.
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Houve um homem [...] cujo nome era Elcana [...] Tinha ele duas mulheres: uma se chamava Ana, e a outra, Penina. 1 Samuel 1:1, 2
É bem conhecida a afirmação de que “por trás de um homem de
sucesso sempre existe uma mulher”. Por outro lado, diz-se também que
“por trás de um homem fracassado, geralmente existem duas.” O
ex-presidente americano Bill Clinton quase perdeu o cargo por causa de
uma amante.
No sexto dia da Criação Deus fez um homem e uma mulher (Gn
2:18), o que indica que a relação ideal é a monogamia. Entretanto,
muito cedo na história da humanidade, este ideal foi pervertido, quando
o patriarca Lameque tomou para si duas mulheres (Gn 4:19).
Milênios mais tarde, em virtude da “dureza dos corações”,
Moisés, por orientação divina, regulamentou a prática da bigamia (ver
Dt 21:15) para evitar injustiças com os herdeiros. A bigamia ou
poligamia, no Antigo Testamento, nunca foi incentivada. Foi apenas
tolerada até que os filhos de Deus fossem educados e alcançassem uma
condição mais elevada.
A relação de um homem com duas mulheres é sempre complicada e
traz muitos dissabores. Jacó, por exemplo, casou com duas mulheres
irmãs. Ele amava Raquel, e serviu ao gananacioso sogro Labão durante
sete anos para casar-se com ela. Mas na noite de núpcias foi enganado e
recebeu Lia, irmã de Raquel (Gn 29:25). Ele só desposou Raquel ao
assumir o compromisso de servir mais sete anos. E então, quando a
felicidade finalmente pareceu sorrir-lhe, a vida dele virou um inferno,
pois as duas irmãs se tornaram rivais e passaram a ter ciúmes e a
competir entre si pelo mesmo homem (Gn 30:8). Lia chegou a alugar Jacó
por uma noite, em troca das mandrágoras que deu a Raquel (Gn 30:16).
Experiência semelhante teve Elcana, casado em primeiras núpcias
com Ana. Como Ana era estéril, Elcana tomou para si outra mulher,
chamada Penina. “Mas este passo, motivado pela falta de fé em Deus, não
trouxe felicidade. Filhos e filhas foram acrescentados à casa; mas a
alegria e beleza da sagrada instituição de Deus foram mareadas, e
interrompera-se a paz da família. Penina, a nova esposa, era ciumenta e
dotada de espírito estreito, e conduzia-se com orgulho e insolência” (Patriarcas e Profetas, p. 569).
O ideal de Deus não pode ser contrariado sem produzir
infelicidade. Não só o oficial da igreja deve ser marido de uma só
mulher (1Tm 3:2), mas todo e qualquer cristão fiel a Deus.
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