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VERSO PARA MEMORIZAR: “Logo, tem Ele misericórdia de quem quer e também endurece a quem Lhe apraz” (Romanos 9:18).

 

 
 
 
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02/09/10 Meditações Diárias 2010 - Cristo elogia uma viúva
E, chamando os Seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta viúva pobre depositou no gazofilácio mais do que o fizeram todos os ofertantes. Marcos 12:43


Cristo não Se impressionava com pessoas arrogantes e vaidosas, que faziam as coisas para receber louvores dos outros. Ele não valorizava aqueles que se orgulhavam de sua suposta piedade, depositando grandes somas de dinheiro nos cofres do Templo, para serem vistos.
Jesus dava mais valor a pessoas humildes e sinceras, como a viúva pobre, que veio ao Templo para depositar apenas duas moedinhas de pequeno valor. Provavelmente ninguém mais notou a oferta dela; só Jesus. Mas Ele foi a mais importante testemunha desse ato. Chamando Seus discípulos, disse-lhes que ela havia dado mais do que todos os outros, porque eles deram do que lhes sobrava, mas ela deu tudo quanto possuía. Essa mulher pôs seu dinheiro onde estava seu coração. E Jesus a elogiou. Alguém duvida que essa viúva realmente amava a Deus?
Talvez o ato de devoção dessa viúva fosse uma indicação de que ela havia aceito as provações sem se revoltar contra Deus. Ela havia perdido o marido. Quem já passou por essa experiência dolorosa conhece não apenas o sofrimento e a solidão, mas também a tentação para sentir amargura e ira.
A atitude dessa viúva nos faz lembrar da história de uma família judia que perdeu alguns de seus membros no Holocausto. Mas eles continuaram indo à sinagoga todos os sábados. Quando um amigo lhes perguntou por que eles eram tão assíduos em sua frequência, eles responderam: “Queremos mostrar a Deus que superamos nossa dor.”
Você e eu não conhecemos os desígnios divinos. Quando ocorre uma tragédia, nossa reação natural é: “Se Deus podia impedir isso, por que não o fez?” Ninguém de nós aceita facilmente a ideia de perder alguém a quem ama. Quando isto acontece, a cura leva tempo. E essa viúva havia superado sua dor e continuava confiando em Deus.
Aquelas duas moedinhas depositadas no Templo podem ter sido uma expressão de que a viúva havia se recuperado de seu luto. Ela havia superado sua dor. Depositou ali tudo o que possuía. Dali em diante teria de confiar totalmente em Deus para o seu sustento. Não é de admirar que Jesus a tenha elogiado.


Temos nós a mesma confiança na providência divina?

 
18/08/10 Meditações Diárias 2010 - Deus é fiel

O Senhor é fiel em todas as Suas palavras e santo em todas as Suas obras. Salmo 145:13


José Ferraz de Almeida trabalhou por mais de 30 anos na colportagem. Em 1955 visitava clientes na zona rural de Bauru, SP, e região, pilotando sua reluzente moto vermelha, que viera substituir a velha bicicleta, companheira de trabalho por vários anos.


Certo dia entregou uma coleção de livros para um pequeno agricultor, mas este não tinha dinheiro para pagá-los. “O senhor pode confiar em mim”, pediu o homem. “Dê-me seu endereço, e assim que receber o dinheiro de minha colheita irei até sua casa para fazer o pagamento.” Contrariando seu costume, José Ferraz acabou deixando os livros com o cliente.


Algum tempo depois José sofreu um grave acidente com sua moto, fraturando o joelho direito. Por isso, precisou interromper seu trabalho por diversos meses. Como vivia exclusivamente da colportagem, a crise financeira logo bateu às portas.


Certo dia, ainda bem cedo, ele constatou que não havia mais alimento em casa, nem mesmo para o desjejum daquela manhã. Dirigindo-se ao quarto, pediu a providência divina, citando o Salmo 37:25: “Fui moço e já, agora, sou velho, porém jamais vi o justo desamparado, nem a sua descendência a mendigar o pão.”


Minutos depois alguém bateu palmas no portão. Para sua surpresa, logo reconheceu o agricultor, que viera pagar os livros entregues meses antes. Deus enviara provisão, não apenas para um simples desjejum, mas para muitos dias.


Esse episódio foi relatado ao seu filho, Wilson Ferraz de Almeida, quando José estava com 89 anos, alguns meses antes de seu falecimento. Com emoção, ele concluiu: “Sabe, filho, tenho aprendido ao longo de todos esses anos que Deus começa a agir em nosso favor mesmo antes de lhe pedirmos. Posso imaginar que aquele homem se levantou bem de madrugada para caminhar cerca de uma hora até a estação de Pederneiras, onde tomou o trem das seis. Chegou a Bauru meia hora depois e caminhou mais uns dois quilômetros para chegar até nossa casa às sete da manhã e trazer a resposta imediata do Senhor ao meu pedido de socorro. Filho, como Deus é fiel! Em toda a minha vida tenho comprovado essa fidelidade!”


Por ocasião de seu funeral, a família se despediu dele cantando o hino 35 do Hinário Adventista, “Tu és Fiel, Senhor”, um de seus hinos prediletos, na certeza de que Deus mais uma vez será fiel para resgatá-lo da morte na ocasião da ressurreição.

 
Meditações Diárias 2010 - Um homem, duas mulheres
Houve um homem [...] cujo nome era Elcana [...] Tinha ele duas mulheres: uma se chamava Ana, e a outra, Penina. 1 Samuel 1:1, 2


É bem conhecida a afirmação de que “por trás de um homem de sucesso sempre existe uma mulher”. Por outro lado, diz-se também que “por trás de um homem fracassado, geralmente existem duas.” O ex-presidente americano Bill Clinton quase perdeu o cargo por causa de uma amante.
No sexto dia da Criação Deus fez um homem e uma mulher (Gn 2:18), o que indica que a relação ideal é a monogamia. Entretanto, muito cedo na história da humanidade, este ideal foi pervertido, quando o patriarca Lameque tomou para si duas mulheres (Gn 4:19).
Milênios mais tarde, em virtude da “dureza dos corações”, Moisés, por orientação divina, regulamentou a prática da bigamia (ver Dt 21:15) para evitar injustiças com os herdeiros. A bigamia ou poligamia, no Antigo Testamento, nunca foi incentivada. Foi apenas tolerada até que os filhos de Deus fossem educados e alcançassem uma condição mais elevada.
A relação de um homem com duas mulheres é sempre complicada e traz muitos dissabores. Jacó, por exemplo, casou com duas mulheres irmãs. Ele amava Raquel, e serviu ao gananacioso sogro Labão durante sete anos para casar-se com ela. Mas na noite de núpcias foi enganado e recebeu Lia, irmã de Raquel (Gn 29:25). Ele só desposou Raquel ao assumir o compromisso de servir mais sete anos. E então, quando a felicidade finalmente pareceu sorrir-lhe, a vida dele virou um inferno, pois as duas irmãs se tornaram rivais e passaram a ter ciúmes e a competir entre si pelo mesmo homem (Gn 30:8). Lia chegou a alugar Jacó por uma noite, em troca das mandrágoras que deu a Raquel (Gn 30:16).
Experiência semelhante teve Elcana, casado em primeiras núpcias com Ana. Como Ana era estéril, Elcana tomou para si outra mulher, chamada Penina. “Mas este passo, motivado pela falta de fé em Deus, não trouxe felicidade. Filhos e filhas foram acrescentados à casa; mas a alegria e beleza da sagrada instituição de Deus foram mareadas, e interrompera-se a paz da família. Penina, a nova esposa, era ciumenta e dotada de espírito estreito, e conduzia-se com orgulho e insolência” (Patriarcas e Profetas, p. 569).
O ideal de Deus não pode ser contrariado sem produzir infelicidade. Não só o oficial da igreja deve ser marido de uma só mulher (1Tm 3:2), mas todo e qualquer cristão fiel a Deus.

 

 
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